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Todos os dias, sem exceção, escuto das pessoas ao meu redor, que falta trabalho ou que os empregos são ruins e não atendem às expectativas. Devo concordar que as empresas têm mesmo deixado a desejar no quesito “cuidado com o funcionário”. Em um mundo cada vez mais capitalista, a preocupação com os prestadores de serviço (que deveria aumentar), só diminui ao passo que se eleva a preocupação com o lucro e a produção. Aliás, foi esse pensamento que me fez optar de vez por Relações Públicas. Poucos param para perceber que um funcionário satisfeito, produz mais e melhor e que esse investimento hoje pode ser o lucro mais elevado de amanhã.

Por outro lado, será que não estamos exigindo um pouco demais? Há décadas se abriu o precedente de reivindicações que vem em contínuo crescente ao longo dos anos e pode ter deixado as pessoas um pouco mal acostumadas, tendenciosas a acharem que podem tudo. Claro que devemos exigir nossos direitos, mas a pergunta é: até onde?

O mais normal a se ver é um profissional recém formado ou prestes a se formar, procurando emprego almejando um salário correspondente a 4 anos de carreira. concordo… os preços estão altos, o custo de vida está caro, tudo bem. Mas será que não está havendo um exagero generalizado? Até porque, num primeiro momento o problema é o dinheiro. Alguns meses depois passa a ser a falta de tempo e 1 ano mais tarde, tudo está desmoronando porque se descobre que “não era bem aquilo que eu queria”.

Também vejo muitos achando que são bons demais para certos cargos. Onde foi parar o “subir na empresa”, o “mostrar serviço”, o evoluir”? Mais uma vez digo que não quero enaltecer as empresas que exploram os funcionários. A super exploração da necessidade jamais pode ser apoiada. Inclusive, estou fazendo a minha parte para mudar esse cenário… só que, como tudo na vida, uma situação nunca tem só um lado ruim ou só um lado bom.

Por isso, na minha opinião, o mais importante é o aspirante saber focar naquilo que quer, para não correr o risco de fazer a escolha errada e depois querer colocar a culpa no empregador. No início de Maio, David Gallagher, CEO da Ketchum na Europa, publicou um texto no blog da referida agência as 5 questões que, na opinião dele, devem ser consideradas quando se está procurando um emprego. O blog do Conerp de São Paulo, publicou as 5 questões essa semana. São elas:

1- “Terei a oportunidade de fazer a diferença?” 
Determine se a organização é comprometida com propósitos que você acredita e se o seu papel irá te tornar capaz em contribuir com a realização destes.

2- “Poderei viver o meu sonho?”
Analise se a empresa está oferecendo uma chance em Relações Públicas que possibilitará a realização e concretização de seu sonho.

3- “Terei a chance de fazer um ótimo trabalho?” 
Todos nós queremos algo para mostrar os nossos esforços e, muitas vezes, o pagamento não é suficiente. Você deve almejar o reconhecimento e o destaque de seus trabalhos, que podem ser destacados como estratégico, criativo, eficaz, etc. Procure por oportunidades em organizações que ganham prêmios por seu trabalho e que tenham importante lugar na qualidade e profissionalismo das comunicações.

4- “Eles pensam globalmente?”
Nem todos os trabalhos de Relações Públicas são globais ou internacionais. Veja se a organização se esforça para ser de classe mundial em sua visão, independentemente da sua geografia.

5- “Eu serei desafiado pelas pessoas com quem trabalho?” 
Gostar de seus colegas não é uma obrigação (embora isso ajude), mas você deve estar próximo de pessoas que te respeitam e te incentivam a crescer e alcançar todos os seus objetivos Encontrar o lugar com as pessoas certas pode ser a consideração mais importante de tudo.

“Para ser justo, há muitos outros fatores importantes a considerar também – pagamento, localização, benefícios, horas e desenvolvimentopara a frente, entre eles. Mas eu descobri que se você puder responder satisfatoriamente os cinco primeiros, a maioria dos outros aspectos não terão tanta importância.” (David Gallagher)

E mais importante do tudo é, antes de reclamar, ter a certeza de que você está fazendo a sua parte. Você está correndo atrás do que realmente quer? Está verbalizando os seus desejos no seu trabalho? Está se esforçando para alcançá-los e mudar o cenário que lhe incomoda? Já diziam… “a vida não é fácil”! Ela é repleta de desafios e um deles, com certeza (se não o maior) é o profissional. Portanto, arregace as mangas, exercite sua paciência, apure suas pesquisas de prós e contras e corra atrás do seu sonho profissional com afinco e perseverança. Com certeza, existe uma vaga certa se souber procurar.

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