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À partir do mês de Agosto de 2011 a maior varejista de vestuário do mundo, a espanhola Zara, passou a ter uma exposição maciça em todos os tipos de veículos midiáticos. Mas, que mal há nisso, não é mesmo?  Se não fosse por motivos que exigiram o envolvimento do Ministério Público do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e a Câmara dos Deputados, eu diria o mesmo…

A empresa do Grupo Inditex foi alvo de denúncias por utilização de 15 bolivianos como mão de obra escrava em três das suas oficinas de costura terceirizadas no estado de São Paulo. Segundo o diretor corporativo do grupo, Jesus Echevarria, o fornecedor brasileiro deveria ser autuado, uma vez que as terceirizações são teoricamente proibidas.

“Estamos buscando com o Ministério Público do Trabalho, que está vendo se há alguma questão a mais a analisar. O importante é que a Zara se pôs em contato com os trabalhadores, está em contato permanente. Estamos convencidos de que tudo vai se resolver”, afirmou Echevarria,

O grande barulho causado na época, e lembrado até hoje, é consequência do completo despreparo da empresa quando se trata de habilidade, flexibilidade e agilidade de relacionamento com os stakeholders e shareholders.  A opinião pública, aquela designada ao senso comum e opinião geral da sociedade, não levou em consideração as desculpas dos responsáveis, uma vez que o esclarecimento da situação aos meios de comunicação foi tardio. Apesar das denúncias terem sido respondidas e apuradas logo no primeiro dia na tentativa de combater a situação, não foi a solução ideal, já que nada foi divulgado claramente.

“Não temos interesse nem lucro com uma situação dessa. Zelamos por nossa imagem e pela saúde de nossos trabalhadores.”

A frase do diretor mundial não é coerente ao ocorrido, um cuidado maior deveria ter sido tomado para evitar esse grande ato falho. Irregularidades e erros fazem parte da vida de uma empresa sim, mas negar e esconder com desculpas seria como caminhar para um triste fim.

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